A GAZETA e Estadão dão baile na UNILA
A mídia engolindo os acadêmicos chega a dar pena e revela a reduzida visão crítica e a vergonhosa obediência dos cidadãos "letrados" diante da imposição do ideário conservador praticado pelas elites tradicionais, através de seus meios de comunicação de massa.
Eis que saiu a esperada matéria do jornal O Estado de São Paulo.
A positividade da matéria é tão estranha quanto a panfletagem do jornal A GAZETA, feita por alguns estudantes da UNILA na semana passada.
O não-ataque do Estadão contrariou as mais otimistas previsões e gerou alguns orgasmos entre os acadêmicos. O jornalão devolveu a auto-estima para os que estavam afetados com os últimos ataques da imprensa de Foz do Iguaçu.
O Estadão chegou para lavar a alma de alguns estudantes, indignados com os golpes do jornal A GAZETA. Curiosamente, a indignação não era contra o jornal. Com o fim de atacar a um grupo de estudantes em protesto, o jornal A GAZETA virou panfleto nas mãos de alguns estudantes.
Com ampla repercussão na cidade, os ataques do jornal encorajou alguns leitores, que também foram para o ataque.
Uma estudante relatou que foi agredida verbalmente na rua, por ter sido confundida com supostas universitárias "vagabundas", que estavam protestando de roupa curta e dançando funk. Para a surpresa de muitos, o protesto da estudante agredida não foi contra o agressor, e sim contra as supostas vagabundas" com quem a mesma foi "confundida", legitimando a posição do machista que a atacou. Seu relato não recebeu uma crítica e foi prestigiado por um grupo de estudantes e funcionários.
A suposta "visão que a sociedade tem que ter de nós", reivindicada esta semana por alguns estudantes e técnicos foi demonstrada pelo jornal da oligarquia paulista e é tema em quase todas as rodas de conversa. O que deveria ser sido digerido com critica desconfiança, virou motivo de estranha comemoração.